quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Espiritismo é Jesus ensinando.
A Umbanda é Jesus trabalhando.
                                       Pai Tomé

Os espíritos trabalhadores na linha de Umbanda, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar. Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom.
Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade. As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Como nos traduz o espírito Ramatís, “o rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do espírito eterno.”
Também nos dizem os bons espíritos, que o homem erra mais por ignorância do que por maldade, talvez por isso ao cessar os tempos inquisitórios, jorram do mais alto através de vários canais mediúnicos e por todos os cantos do planeta, muita informação vinda do Alto nos forçando à evolução. E se hoje, por força do ambiente energético denso da Terra não é mais possível a descida de Avatares entre nós, a bondade divina nos presenteia com Allan Kardec, com Zélio Fernandino de Moraes, com Francisco Cândido Xavier, além de outros espíritos iluminados, para retirar dos nossos olhos, o véu de Isis. Mostrando de novo a humanidade terrena, aquilo que havia sido roubado pelo interesse das religiões manipuladores, provam a imortalidade da alma, a existência do mundo espiritual e a lei da reencarnação. Abrindo novos horizontes através do concurso da mediunidade, que além de instruir promove o socorro dos que ainda no além túmulo, ignoram sua condição de espíritos imortais ou se aproveitam disso para dar continuidade às práticas antifraternas de quando encarnados. O Espiritismo chegou para esclarecer e caridosamente auxiliar.  A Umbanda e sua magia branca vem neutralizar as forças trevosas que insistem em conquistar a humanidade através da manipulação negativa dos elementos.
Na religião Umbanda, embora todo o ritual e simbologia usados, têm a parte filosófica, científica e doutrinária, como no Espiritismo. Enquanto a Umbanda é mais ação, a Doutrina dos Espíritos é totalmente mentalista, mas ambas promovem e priorizam a reforma íntima dos seres, ensinando o bem viver para melhor morrer.
Ambas foram inseridas no contexto do planeta num momento de extrema necessidade da humanidade, onde urge a higienização dos ambientes etéricos e astrais do planeta azul, na separação do joio e do trigo.
Diante deste contexto, respeitando os preceitos e linhas de pensamento de cada uma, é inconcebível que possa haver entre estas duas linhas – Espiritismo e Umbanda - qualquer espécie de antagonismo ou preconceito. Inconcebível a intolerância com a fé alheia no homem moderno pertencente a qualquer religião, uma vez que se supõe, seja ele pensante e bem informado.  Principalmente nas linhas que se dizem cristãs, o exemplo do Mestre Jesus nos prova a todo instante que só existe um caminho, uma verdade e uma vida.  Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor.
E como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: - a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.

Leni W.Saviscki

terça-feira, 20 de maio de 2014

IDEIA OBSESSIVA PERSISTENTE

Acautele-se contra a ideia obsessiva persistente, que, volta e meia, esteja a influenciá-lo.
Pode ser, por exemplo, que ela se manifeste em forma de sugestão de que está doente, ou, então, de que você esteja cansado.
Todos os dias, de maneira discreta, ela o visita, fazendo com que experimente sintomas de doenças que não existem, ou de sinais de cansaço que não se justifica.
Claro que, a princípio, você a rechaça, afugentando da cabeça os pensamentos que a veiculam, e, que, no fundo, desejam inutilizá-lo para o trabalho.
Contudo, se não tomar providências mais sérias para vencê-la, ela terminará por somatizar-se, utilizando o seu próprio psiquismo para vampirizar-lhe o corpo.
De repente, então, os sintomas e sinais que experimenta se mostrarão mais intensos, fazendo com que você comece a peregrinar de médico em médico, ou permanecer a maior parte do tempo deitado.
Assim, se ela conseguir subjugá-lo, a doença que não existe passará a existir, e o seu cansaço imaginário se tornará real.
Quando menos esperar, você estará tomando um número enorme de medicamentos, que, de fato, através de suas reações adversas, poderão fazer com que um quadro patológico se instale...
Noutra hipótese, a sua prostração moral, transfigurando-se em abatimento físico, ao conduzi-lo à imobilidade, impedirá que tenha ânimo para despender o mínimo esforço que lhe requisite os braços...
Acautele-se, porque, nem sempre, os espíritos obsessores que tencionam prejudicá-lo, manifestam-se às claras, facilitando o diagnóstico da influência nociva que lhes esteja a sofrer.
Não raro, a fim de interferir em seu aproveitamento na atual experiência reencarnatória, eles pelejam para, simplesmente, anulá-lo em sua capacidade de trabalho e realização.
Fazendo com que você, ao se transformar em doente crônico, cruze os braços, eles se darão por satisfeitos, e deixarão que o resto corra por conta de seus medos e queixas sistemáticas, com os quais, infelizmente, muitos passam a ocupar a maior parte do tempo nos dias que, inutilmente, se lhes sucederão.
Portanto, mesmo que, em face de suas lutas e provas, esteja, possivelmente, se sentindo algo doente ou cansado, não se permita no interromper de suas atividades materiais, e muito menos de suas tarefas de natureza espiritual.
Não se entregue à ideia obsessiva de que, por exemplo, na atualidade, você esteja morando num corpo excessivamente desgastado, ou mesmo prestes a desencarnar, empreendendo viagem de volta à Pátria Espiritual...
Quase todas as maiores vitórias que o espírito é capaz de alcançar contra as imperfeições em si mesmo, acontecem justamente quando ele se veja arrastando para cumprir com o dever, e não quando exatamente ele possa dispor de movimentos livres para caminhar por onde os seus pés possam levá-lo.
E, depois, é melhor que você, realmente doente ou cansado, tombe em serviço, do que venha a expirar em cima de uma cama.

INÁCIO FERREIRA (Espírito)

Uberaba – MG, 21 de abril de 2014.

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.zip.net/

terça-feira, 8 de abril de 2014



Amigos do Lar de Jesus, estamos participando do programa "Sua nota vale dinheiro", do Governo do Estado do Ceará, e pedimos a todos que não joguem fora as suas notas fiscais com valores acima de R$15,00, pois precisamos delas para ajudar a manter nosso trabalho assistencial. Favor trazer nos dias de atividade no Centro - terças (19h), quintas (19h) e sábados (8h-10h). Mobilizem seus amigos e parentes neste esforço! Abraços fraternos!
 


Quanta tolerância! Quanta paciência e, sobretudo quanta persistência! É de ver uma entidade de luz, um mago, revestir-se nos ademanes de um Preto Velho, chegar ao ponto de pitar, falar errado e outras coisas mais  para que assim suas palavras se tornem mais aceitáveis por aqueles que, de outra forma, ficariam espantados e descrentes...
Eles adaptam sua apresentação e seu modo de falar e agir de acordo com o físico e as mentalidades dos que a procuram. É um caso espantoso de “mimetismo” espiritual visando ao aproveitamento integral à caridade completa. (W. W. da Matta e Silva em Mistérios e Práticas na Lei de Umbanda)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Informes

Amigos do Lar de Jesus, iniciamos hoje (04/04/14) o projeto de música com as crianças e adolescentes do Abrigo Menina Letícia. Toda quinta-feira teremos aulas de canto, violão, teclado e percussão. Conseguimos o maestro, só falta os instrumentos. Precisamos de doações! Telefone para contato: 85.9994-9572 (Felipe Aragão). Que Deus os abençoe!

Além disso, lembramos que estamos participando do programa "Sua nota vale dinheiro", do Governo do Estado do Ceará, e pedimos a todos que não joguem fora as suas notas fiscais com valores a partir de R$15,00, pois precisamos delas para ajudar a manter nosso trabalho assistencial. Favor trazer nos dias de atividade no Centro às terças (19h), quintas (19h) e sábados (8h-10h). Mobilize seus amigos, colegas de trabalho e parentes neste esforço! Abraços fraternos!

Em torno da humildade


De quando em quando, reflitamos em nossa posição de instrumentos, para que a vaidade não nos assalte.
Obviamente, não queremos depreciar a nossa condição de instrumentalidade.
Se necessitamos do concurso de um violino, na execução de uma partitura, não podemos substituí-lo por outro agente musical; há de ser um violino e, tanto quanto possível, dos melhores.
Ninguém nega a importância do instrumento nessa ou naquela realização; no entanto, convém recordar o imperativo de humildade que nos cabe desenvolver, diante do Senhor, que se serve de nós, segundo as nossas capacidades, na edificação do Reino de Deus.
Máquinas poderosas efetuam hoje o serviço de muitos homens; todavia, na direção delas, estão operários especializados que, a seu turno, se encontram orientados por técnicos competentes.
Pessoa alguma consegue, a rigor, realizar, por si só, obra estável e prestante.
O progresso comum é comparável a edifício em cujo levantamento cada um de nós tem a parte de trabalho que lhe corresponde, e não se diga que, pelo fato de ser a nossa atividade, muitas vezes, suposta pequenina, venha, por isso, a ser menos importante.
O picareteiro, suando na formação dos alicerces, assegura bases ao serviço do pedreiro, no desdobramento da construção.
Cada tarefeiro está investido de autoridade respeitável e diferente, na função que lhe é atribuída, desde que lhe seja leal, mas não pode esquecer que constitui em si e por si tão-somente uma peça na obra – toda vez que a obra seja examinada em sua feição total.
Imaginemos uma flor que, superestimando a própria beleza, resolvesse desligar-se da fronde para produzir o fruto sozinha. Certamente, seria o agrado para os olhos de alguém, durante algumas horas, mas acabaria murchando decepcionada, porquanto, para alcançar as finalidades do seu destino, deve ser fiel ao tronco que a sustenta.
Cultivemos a humildade, aprendendo a valorizar o esforço de nossos irmãos. Saibamos reconhecer, conscientemente, que todos somos necessitados uns dos outros para atingir o alvo a que nos propomos, nas trilhas da evolução, mantendo-nos eficientes e tranquilos nas obrigações a que fomos chamados, sem fugir às responsabilidades que nos competem, sob a falsa ideia de que somos mais virtuosos que os outros, e sem invadir a seara de nossos companheiros com o vão pretexto de sermos enciclopédicos.
Humildade não é omitir-nos e sim conservar-nos no lugar de trabalho em que fomos situados pela Sabedoria Divina, cumprindo os nossos deveres, sem criar problemas, e oferecendo à construção do bem de todos o melhor concurso de que sejamos capazes.
Emmanuel


Livro: Encontro Marcado. Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Universalismo religioso




O Lar de Jesus da Caridade é uma instituição universalista, ou seja, entende a religião como a mais singela religação do homem-criatura com o seu Deus-Criador, independentemente de delimitações doutrinárias, dogmas e sectarismos contrários ao verdadeiro sentido de irmandade que deve imperar entre os seres humanos.

Sincretizamos, ou seja, agregamos de forma harmoniosa e produtiva em nossas atividades religiosas elementos do Espiritismo, da Umbanda e do Catolicismo, ao passo em que temos a codificação de Kardec como base para a formação dos médiuns e pregação dos Evangelhos de Jesus, os rituais magísticos e os pontos de força dos Orixás como ferramentas de cura e  de desobsessões, bem como a devoção católica popular com seus santos e preces tradicionais - todas funcionando em perfeita sintonia com os princípios cristãos de amor e fraternidade.

Não nos interessa fazer proselitismo, ou seja, conquistar levas de fiéis, até porque respeitamos profundamente o sentimento religioso de cada pessoa que busca auxílio em nossa casa, a qual objetiva, tão somente, a transformação moral, a cura e o (re)equilíbrio do irmão enfermo da alma ou do corpo físico que nos procura.

Alguns podem se achar perplexos diante do caráter universalista que defendemos e apontar contradições doutrinárias irremediáveis e exotismos em nossos cultos, principalmente quando não conhecem a natureza dos trabalhos caritativos espirituais e materiais desenvolvidos pelo Lar de Jesus.

Logicamente que existem diferenças exteriores expressivas na forma das manifestações mediúnicas e dos trabalhos espirituais desenvolvidos no Lar de Jesus da Caridade com relação aos centros espíritas tradicionais, já que adotamos o uso de imagens, altares, velas, símbolos, cânticos e práticas típicos da Umbanda – muitas delas, inclusive, similares ao catolicismo - que têm, efetivamente, sua finalidade litúrgica no plano astral, mas que são rebatidas pelos mais tradicionalistas em nome de uma intangível pureza doutrinária.

Em essência, ou melhor, em “espírito e verdade” - como dizia nosso Cristo de Deus -, nos foram legadas, através dos evangelhos, as leis do amor e da caridade, não se estabelecendo qualquer espécie de rito específico, até porque estes se modificam profundamente ao longo das eras, variando de região para região do orbe terrestre, de acordo com suas finalidades e dentre os mais diversos contextos, seja de ordem social, cultural, histórica, política etc., o que torna impossível aferir a validade de dada concepção religiosa e sua ritualística, a não ser pelo filtro da genuína aceitação das diferenças, reconhecendo e respeitando as necessidades evolutivas individuais.

Assim, temos que, da mesma forma que o mundo material evolui, ampliando suas tecnologias e aproximando as pessoas na Terra, de igual modo, expande-se também a maturidade humana no campo moral e espiritual, estreitando-se os laços entre encarnados e desencarnados, para o bem e para o mal (infelizmente), nos revelando que o que realmente importa para o crescimento e para a própria felicidade humana, é o bem viver, amando - inclusive a si mesmo -, amparando, perdoando, consolando, orando.

No fundo, ouso dizer que religião não passa de uma organização didática de crenças e práticas que visam facilitar essa religação, essa reaproximação do homem com Deus, não havendo uma única religião correta enquanto todas as demais são equivocadas, mas sim, aquela que nos faz sentirmos mais felizes, que nos move, nos impulsiona e nos motiva a sermos pessoas melhores, mais próximas do Criador.

Conhece-se a árvore pelo fruto que ela dá. Portanto, não importa que seja o “Espírito Santo” ou sejam os “espíritos santos” de caboclos, médicos, pretos velhos, anjos, padres e freiras católicos que venham nos iluminar, inspirar, curar e ensinar, seja pela prece ou pelo intercâmbio mediúnico, mas que sejam genuinamente de Deus, nos indicando o caminho do bem, do amor e da caridade.

Paz e bem!


Felipe Aragão Jr. (Presidente do Centro Espírita Universalista Lar de Jesus da Caridade)